terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FRIDA E FRITZ




A Frida Kahlo tornou-se um símbolo sexual estranho. Muito estranho. A Madonna do PSTU. A Shakira da CUT.

Toda mulher que é mulher gosta de Frida. Ela não tem admiradoras, mas groupies.

A adoração ultrapassa as referências artísticas, extrapola a genialidade de sua pintura: as cores vibrantes e os quadros enigmáticos com corças feridas e armações de dor e fúria.

Deduzo que o grande número de autorretratos acentuou a fama do rosto, mas ela foi além das galerias e fotocopiadoras: é um ícone pop. Blusa de Frida, chaveiro de Frida, saia de Frida, caneta de Frida, cadeira de Frida.

Ao desenhar um bigode numa folha, somente o bigode, hoje já ficaremos em dúvida se a intenção é caracterizar Chaplin ou Dalí ou Frida Kahlo.

Mas o que ela tem para ser tão desejada?

A liberação anárquica da beleza. É a mais autêntica hippie da arte no corpo. É a força das flores, mais os inços, mais as raízes, mais os arbustos, mais as gramíneas, mais as ervas, mais os troncos. É uma coalizão dos partidos verdes do mundo. Levou a preguiça às últimas consequências. Acima da Yoko Ono e sua feiura de Gremlin. Superior a Janis Joplin e sua juba mística.

Frida é amada porque teve a coragem de não fazer as sobrancelhas, muito menos o buço. Desdenhou da obrigação cosmética e dos condicionamentos estéticos.

Com seu rosto de monumento asteca, ousou gritar para sua mãe: — Hoje não!

Realizou o sonho da mulher barbuda, abriu a frente da bissexualidade, reuniu os complexos de Electra e de Édipo numa única rima labial.

Frida não precisou enfrentar o martírio de desbastar, a cada quinze dias, com cera quente ou satinelle, a floresta amazônica das axilas. Não gastou um centavo nos salões. Não se preocupava em tirar a sobrancelha, errar a medida para depois se arrepender e substituir o traçado natural com tatuagem definitiva. Não recusou encontros com amantes — Trotsky foi um deles — por vergonha de suas pernas cabeludas. Não pediu desculpa por arranhar o rosto de seu marido Diego Rivera.

É absolutamente broxante para os homens, e encantadora para as meninas.

Quando o marido fala que alguém está parecida com a mexicana é deboche. Quando a esposa comenta o mesmo é elogio.

Para a ala masculina, é como filme da Alemanha Oriental. Eu não queria ser comunista desde cedo, assim que descobri que as principais atrizes das produções soviéticas ostentavam sovaco cabeludo. Os capitalistas erraram a propaganda: para que mentir que comunista comia criança? Era só contar a verdade: no regime, as mulheres não se depilavam. O muro de Berlim teria caído antes.








Fonte: Blog do Carpinejar http://carpinejar.blogspot.com/
Imagens: Google Imagens

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Moda...


O Colóquio de Moda é um espaço para discussão de pesquisas acadêmicas sobre moda. 



Cronograma do Colóquio de Moda 2011



Cronograma
  1. 04/01/2011 a 15/02/2011
Divulgação do Edital para proponentes de GT(s) e Minicursos para o
VII Colóquio de Moda.
  1.  22/02/2011
Divulgação dos GT(s) e Minicursos analisados pelo Comitê Científico.
     3.    28/02/2011 a 30/05/2011
Inscrição e Submissão de Trabalhos para os GT(s); sessões de Comunicação Oral e Pôsteres.
Inscrição para participação nos Minicursos.
     4.    30/06/2011
Divulgação dos Trabalhos selecionados pelo Comitê Científico, para apresentação nos GT(s), sessões de Comunicação Oral e Pôsteres.
     5.     01/07/2011 a 30/08/2011   
               Abertura de inscrição para Ouvintes    
     6.      15/08/2011        
                 Data Limite para confirmação da apresentação no VII Colóquio de Moda

    7.       11/09/2011
                 Fórum das Escolas de Moda

    8.       12, 13, 14/09/2011
                 VII Colóquio de Moda



Eu vô!

...chocolate e Coca-Cola

 Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete


* Francisco Azevedo








Família é prato difícil de se preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema, principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir e preferirmos o desconforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer...


Mas a vida, (azeitona verde no palito) sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de lugares. Súbito, feito milagre, a família está servida.


Fulana sai a mais inteligente de todas. Beltrano veio no ponto, é o mais brincalhão e comunicativo, unanimidade. Sicrano, quem diria? O outro é o mais gordo, generoso, farto, abundante. Aquele outro surpreendeu a todos e foi morar longe. Ela, a mais apaixonada. A outra, a mais consistente. Ele o paizão, a outra a mãezona, e por aí vai.


E você? É, você mesmo, que me lê os pensamentos e veio até aqui, lendo, me fazer companhia. Como saiu no álbum de retratos? O mais prático e objetivo? A mais sentimental? O mais prestativo? O que nunca quis nada com o trabalho? O ranzinza?


Seja quem for, não fique aí reclamando do gênero e do grau comparativo. Reúna essas tantas afinidades e antipatias que fazem parte de nossas vidas. Não há pressa. Eu espero. Já estão aí? Todos? Ótimo. Agora, ponha o avental, pegue a tábua, a faca mais afiada e tome alguns cuidados. Logo logo você também estará cheirando a alho e cebola. Não se envergonhe de chorar. Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza.


Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas, se misturados com delicadeza, estas especiarias, que quase sempre vêm da África e do Oriente e nos parecem estranhas ao paladar tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.


Atenção também com os pesos e medidas. Uma pitada a mais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é prato extremamente sensível. Tudo tem de ser muito bem pesado, muito bem medido.


Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora que se decide meter a colher. Saber meter a colher é verdadeira arte. Uma grande amiga minha desandou a receita de toda a família, só porque meteu a colher na hora errada.


O pior é que ainda tem gente que acredita na receita da família perfeita. Bobagem. Tudo ilusão. Não existe Família à Gomes de Sá; Família ao Zé do Pipo, Família à Parmegiana; Família ao Molho Pardo... Família é afinidade, é a Moda da Casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito.


Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não têm gosto de nada. Seriam assim um tipo de Família Dieta, que você suporta só para manter a linha.


Seja como for, família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.


Enfim, receita de família não se copia, se inventa. A gente vai aprendendo aos poucos, improvisando e transmitindo o que sabe no dia a dia. A gente cata um registro ali de alguém que sabe e conta, e outro aqui, que ficou no pedaço de papel. Muita coisa se perde na lembrança. Principalmente na cabeça de um velho já meio caduco como eu. O que este veterano cozinheiro pode dizer é que, por mais sem graça, por pior que seja o paladar, família é prato que você tem que experimentar e comer. Se puder saborear, saboreie. Não ligue para etiquetas. Passe o pão naquele molhinho que ficou na porcelana, na louça, no alumínio ou no barro. Aproveite ao máximo.




Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete. 






Imagem: http://migre.me/3JOwU

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Pensamentos nômades

Chato falar sozinho, bom mesmo é ouvir coisas, ler gentes. Digo isso porque por vezes, depois de conhecer vozes divergentes me pego debatendo assuntos comigo mesma. Será que é assim mesmo que a roda gira?

Fiz um post aqui no blog que classificaria com a tag  #desabafo. Aquele que reproduz a notícia da Fashion Mag onde ficamos sabendo das pretensões acadêmicas de Lady Gaga: diz que quer dar aula de moda – fiquei brava, mesmo. Pôxa, a gente estuda, lê, rala, passa noites analisando sínteses de universo do consumidor, em gerações de alternativas, desmontando, construindo... São quatro anos até que eu empunhe um canudo como quem retira uma espada da bainha e faça uso com propriedade do título de Designer de Moda:

“_ Pelos poderes do diploma...Eeeuuu tenho a força !!!”

Aí vem uma transgressora e me passa a perna.

Bah! Transgressão. Transgressão? É isso que ela faz, é isso que ela é. Ela inventa, tenta o ainda-não-usado, subverte a ordem, extrapola demarcações e limites, questiona normas. Lady Gaga é a personificação contemporânea do que é a moda. Considero a hipótese de ter sido por demais leviana, ponderando que ela faz acontecer aquilo que eu mais admiro: ela causa. Ousa e emociona [e não importa aqui de qual tipo de emoção estamos falando]. Faz o que muita gente morna não faz e nem se preocupa em fazer, fala com o figurino, estampa uma idéia, faz um favor pro conceito.

Ainda penso que, se deseja mesmo dar aulas, deva abastecer-se de conhecimento relativo à área, mas deixo aqui minha manifestação de reconhecimento pelo que significa pra moda e certa inveja pela coragem de mergulhar para além da superfície.

A próxima consideração é em relação ao post sobre moda Plus Size: tenho observado mais e melhor esse mundo novo e ainda não sou 100% a favor, mas tenho amolecido minha opinião. Difícil definir o porquê, algo muito subjetivo. Uma fagulha de ‘ora, porque não?’ aqui dentro dessa gordinha que eu sou. Um trabalho de Metodologia Científica com tema livre me levou a escolher o movimento Plus Size como material de pesquisa e estudo mais apurado. Fui avaliada com nota máxima, ou melhor, fomos, eu e Tainá, amiga de sala que até antes da experiência não havia definido um tema para seu TCC e agora, vejam só, graças à minha santa implicância com essa moda segmentada, já propôs resoluta tratar sobre o assunto sob ótica de pesquisa científico-acadêmica. [Meu tiro saiu pela culatra]

Mas tudo bem. Eu penso. Lya Luft disse que ‘pensar é transgredir’ e transgredir não necessariamente é algo com conotação negativa. Se meu pensamento tem gerado atrito isso é bom. Do atrito sai faísca [e quiçá fogo!] Pode ser que eu me queime – fato. Mas eu adoro brincar com fogo.



Triste não é mudar de ideia. 
Triste é não ter ideia para mudar.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Fantasiado de estereótipo



Recentemente, meu marido me contou em tom de "sabe da última?" um causo, daqueles que acontecem aos montes e do qual todo mundo já ouviu falar ou conhece alguém que já foi vítima do acontecido.

Um jovem senhor, financeiramente abastado resolve certo dia, comprar um automóvel, o modelo mais caro e luxuoso da concessionária. Coloca sua camiseta surrada, sua bermuda puída, calça seu gasto par de chinelos de dedo. Entra na loja, olha, rodeia... Demora a ser notado e a receber atenção de um vendedor. Finalmente é atendido, superficialmente por sinal. A vendedora não parece acreditar que seja um cliente em potencial. Insatisfeito e desdenhado, vai embora sem adquirir o bem.

É quando a história ganha a ênfase na narrativa do meu marido, que passa a descrever a cena seguinte: o referido senhor dirige-se à outra concessionária e compra resoluto o melhor carro - à vista.

Eis aberta a discussão. O maridão se manifesta:

_Acha correto que o tenham julgado pela aparência? Só porque estava de chinelos... Era rico o danado! Coisa feia é tomar os outros por suas roupas!

Interpelei:

_Acha então que toda a responsabilidade disso é da vendedora? Não pensa na possibilidade do homem ter sua parcela de culpa?

Silêncio.

O problema daquele homem não era definitivamente a falta de posses que lhes garantissem becas jeitosas. Andar mal trajado era decisão, escolha pessoal e independente de seu contexto financeiro. Julgar pessoas pela aparência é perigoso, especialmente quando essas não tem recursos para investir nela, mas não concordo que foi esse o caso.

O que as pessoas precisam  querer entender é que as roupas que usamos produzem significância, constroem sentido e contribuem, queiramos ou não, para a construção de nossa identidade. Roupas dotam pessoas de competências, mesmo que imaginárias.

O homem é ser social por essência e visual por natureza. Para socializar-se, precisa interagir com o outro e nesse contato a linguagem visual precede a verbal - quem vê a roupa lê a roupa e dialoga com o outro através dessa fonte de comunicação do mundo contemporâneo, onde o que predomina são as imagens.

O corpo desse senhor, assim como o nosso é uma tela em branco - o que colocamos nele é nada mais que o código de linguagem que escolhemos espontaneamente na tentativa de compor uma obra-prima autoral.

Roupas transmitem valores éticos e estéticos, não há como fugir disso. A vendedora foi perversa? Pode ser que sim. Considero ainda a hipótese de que talvez, induzida a erro. Do homem, no entanto, não se deve eximir a responsabilidade pela escolha nociva e nem tê-lo por vítima. Quem produziu ruído na comunicação foi ele, e por consentimento, não por imposição. Erro grave é julgar pela aparência o caráter de uma pessoa. Fantasiar-se de estereótipo não faz nenhum sentido.



terça-feira, 30 de novembro de 2010

Roupa suja...não se lava nem em casa

Em defesa do meio ambiente, estilista critica práticas comuns na moda




A estilista britânica Vivienne Westowood, famosa por looks excêntricos e ligação com o punk, declarou recentemente ao tabloide The Sun que não lava suas roupas com frequência. Segundo ela, "lavar as roupas continuamente é uma das piores agressões ao meio ambiente".

"Eu digo às pessoas para pararem de comprar roupas por pelo menos 6 meses. É bom comprar menos e fazer boas escolhas. Faz bem para o meio ambiente", acrescenta ela, criticando práticas comuns na moda. Vivienne ainda destaca que a melhor maneira de combater o suor é com um pouco de talco nas axilas.

Para a estilista, as pessoas estão consumindo demais e aproveitando muito pouco seus produtos. "Quando era pequena, tive que aprender a costurar meias rasgadas, mas hoje ninguém remenda nada", lamenta, completando: "Há pessoas que não sabe nem ferver um ovo. Acho que os britânicos são os maiores consumidores de refeições prontas do planeta".

Entender a história e analisar o contexto atual é essencial para preservar o meio ambiente segundo Vivienne. "A grande ideia do século 20 foi explorar todos os recursos do planeta, por isso que vivemos em uma sociedade consumista que compra tudo hoje em dia", afirma.




Vais aderir???





Fonte:

Neurolinguística e Moda




"Talento e competência não bastam para que alguém se torne bem sucedido.É fundamental, também, que o Universo o ajude..."


Em dezembro do ano passado assisti a uma entrevista no programa do Amaury Jr. com o engenheiro, especialista em física quântica, numerólogo Gilson Chveid Oen que explicou na ocasião sua teoria sobre o poder dos Mantras. 

Ele afirmou na ocasião que seu trabalho nada tinha a ver com questões ligadas à religiões e muito menos com o esoterismo. O legal foi que ele propôs um desafio de 30 dias usando os mantras e eu topei. E não é que funcionou! Depois de um tempo usando um dos mantras ganhei um mega prêmio e com ele pude colocar várias pendências minhas em ordem...

Pelo que eu entendi do trabalho que ele desenvolve, é mais ou menos parecido com o que prega aquele famoso livro "O Segredo", no sentido de afirmar que aquilo que incutimos em nosso pensamento torna-se palpável à medida que trabalhamos nossa mente para receber as coisas boas que ela pode produzir com o exercício dos mantras. Da mesma maneira há energias ruins que o inconsciente humano pode captar sem que se aperceba disso.

Trata-se de neurolinguística e de como as letras, números e palavras podem ser  essenciais para que o universo conspire a nosso favor. Tudo o que ele fala tem base científica e isso foi o que eu achei mais bacana!


Mantras são palavras-chave que criam novos padrões para modificar as crenças já existentes. Todo ser humano tem cerca de 60 crenças inconscientes, além de 9 arquivos de experiências ancestrais.

Segundo Gilson, o lívre arbítrio não é tão livre quanto pensamos, já que as crenças nos impedem de fazer aquilo que desejamos.


Essas crenças precisam ser mudadas para que nossa vida melhore. A realidade da vida da pessoa, não o seu comportamento, muda com o emprego dos Mantras. Todo ser humano precisa ser ajudado pelo Universo mas para isso, precisa estar receptivo para receber esta ajuda.

Fazendo uma análise da soma dos números do ano de 2011 ele chega a um panorama de como será este ano para nós e entre outros aspectos cita o mundo da moda. Ó:

 "Em 2011 o mundo das coisas fashion assistirá deslumbrado o surgimento de uma moda mais tradicional, conservadora, e eu diria até operária, nos seus mais diversos aspectos. O interior e o exterior das pessoas andarão de mãos dadas neste sentido. Será o ano das brincadeiras, do feijão com arroz e da farofa com ovos e bananas.

A moda girará em torno do Glamour dos modelos brutos, sem formas bem definidas e quadrados, afetando profundamente com isto o design de produtos e serviços.
Haverá um retorno total da mulher tipo camponesa. Só que será uma camponesa livre e poderosamente feminina, totalmente desvinculada dos adereços masculinos que os movimentos feministas a fizeram vestir.

As cores que para o Universo, e o Inconsciente Humano, estarão fortemente ligadas a 2011 serão todos os Tons de Cinza e Branco, todos os Tons Pastéis e todos os Tons de Amarelo, Ouro e Bronze.
Entretanto, saiba que a cor principal de 2011 será a cor grafite mesclada com branco e/ou amarelo."


Agora é esperar pra conferir néam???



Fontes: